Give Up

Há tempos eu contemplo o suicídio.
Desde os 8 anos, que eu me lembre.
A primeira vez que notei meu senso de justiça.
Até acalmo um pouco nesse momento enquanto escrevo, enquanto tenho a pálida sensação de expressão dos pensamentos mais íntimos.
Justa.
Em todos os quiz de personalidade: anjo, pacifista…
Características que não ajudaram o meu mundo nem o de ninguém. Ou pelo menos não efetivamente.
Parece que o mundo todo ao meu redor tá mais acostumado a viver uma vida onde só o que é difícil engrandece.
Isso é mentira! E é uma bosta.
Morri várias vezes em vida. Renasci e comecei do zero trezentas vezes. Aqui, ali e acolá.
Correndo atrás das oportunidades que sempre correram mais rápido que eu.
O mundo “bom” não se abriu pra mim. Tentei me enfiar por cada frestinha de luz que eu via.
E meus olhos já foram se acostumando bem a escuridão… 10 anos sem óculos. Minha dificuldade de enxergar de perto deu uma maneirada no plano físico, mas em compensação no plano espiritual…
Eu quero que essas pessoas que contribuíram pra minha dor de cabeça de hoje se fodam!
Elas próprias se sabotam sendo como são. Sempre sós e tão sem pontos de vista… sempre do mesmo lugar observando o mundo. Não importa o lugar que visitem, sempre moraram no mesmo pensamento de sempre.
Obscuridade é o que vejo sobre elas, junto com a falta de valores, a mesquinhez, a desonestidade e a má fé.
O fim delas vai chegar e eu sei, porque assim acho justo, que será bem triste.
Então hoje eu contemplei o suicídio mais uma vez.
No Google encontrei a melhor forma de morrer sem sofrer (porque afinal, é por não querer mais sofrer que penso em ir embora).
Não somente por conta da atitude de quatro anjos do mal que se unem para programar o que é fétido e inescrupuloso no mundo.
Eu somei mentalmente as injustiças, a falta de oportunidades, as máscaras de vida que couberam à mim. Somei a sensação de ter sido rejeitada no ventre de minha mãe, de nunca ter sido aceita pelo coração do meu pai. Somei as empresas que me castraram e queriam me manter num posto robótico e inibir meu desenvolvimento para que assim lucrassem mais.
Somei a má gestão de um governo que pretende me transformar em um zumbi. Somei os homens que me fizeram de besta, que queriam mais do que mereciam e choravam feito crianças mimadas diante de um não salvador –  a esses o muito da minha falta de piedade.
Somei os coleguinhas de escola que eram volúveis de opinião e cresceram da mesma forma – gente sem palavra que não foram devidamente orientados porque alguns adultos justificavam seus erros por serem “crianças”.
Somei os preguiçosos que encontrei pela vida, os burocratas, os inúteis, os falsos. Os “sem lado”.
Foi uma soma automática. Autossoma do Excel no inconsciente repleto de sensações que pensei que, conforme, a gente crescia, superávamos tais inconvenientes.
Não foi possível! Não foi possível desenvolver!
Graças a um sem número de jumentos que encontrei no caminho que não queriam desenvolver.
Gente que só encontra a falta e a dificuldade em todas as situações!
Enquanto eu driblava, me contorcia, corria e me arrastada em direção a um topo que existe sob um morro de areia movediça.
Mundo, já viu que algo não dá certo? Tire o negócio da reta. Simples. Radical.
Tem muita gente temendo a opinião. Muito líder sem posicionamento.
E eu quero agora é que todo mundo se exploda!
Eu sozinha não vou conseguir arrumar isso é já tô queimando minhas fichas tentando sobreviver de uma maneira mínima.
Tantos sonhos, tantos planos. Tanta “inteligência” perdida.
Macabra.
A quem eu ajudei? A mim não interessa agora, porque EU não ME ajudei.
Se eu sou capaz de dar um conselho fortíssimo aos pais de agora é: não eduquem seus filhos para serem honestos. Vocês os estão ensinando a caminhar pela rota do sofrimento. Pois eles estarão sozinhos e sempre perderão.
No geral, a gente sempre perde.
Pequenas vitórias nunca foram maiores do que as derrotas grandiosas e universais do meu coração.
Hoje eu realmente cogitei, sim, o suicídio e de certo/ errado modo, matei boa parte de mim dessa maneira. Com gana de extrair a sensibilidade que me causa dor.
Mas eu não tenho coragem. Se tivesse eu não mataria a mim. Mas mataria de forma eficaz e definitiva todos aqueles que não merecem a bosta que cagam, nem aquela podre diarréia enferma.
Minha revolta, minha estagnação.
O tempo que não para e o espaço que não se esvai.
Socorro!

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