repeat

Um dia eu amei alguém indisposto que não quis amar, não soube amar, não…
Esse alguém tava perdido.

Mas pensava ele que eu sabia onde estava.

Perdeu-se, porque queria mesmo era invadir os mundos.
Coisa que andei fazendo por uns tempos, nem aí.

Trombamo-nos.
Dolorido começar.

Foi o destino, não dava pra fugir e quase acreditamos que dois corpos ocupavam o mesmo lugar num espaço frio e vazio.
Sem saber onde estávamos, como saberíamos que era a mesma plataforma?
Ignorantes, nem observamos…

As palavras insuficientam-se agora para explicar que desprender daquele encontro rasgou a carne, feriu o peito, sangrou a alma sem que para isso estivessem realmente unidos na matéria, devido ao abismo que os separavam, sem ver.

Separamos o eu mesmo da minha própria ideia de comunhão.

E dilacerar um ideal, rasgando os planos ao vento, quase me levou a morte.

Machucou desvencilhar.

Num sofrido “quase” de amar e ser amado.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s