Eu mesma

Ninguém escreverá os poemas que são meus.

Procuro quem os fale, busco pelas palavras que nunca foram ditas por outros porque são minhas.

Sou aquela que nasceu menina, foi educada como um soldado, cresceu com um coração feminino, de mãos dadas com o árduo.

Até aqui não foi fácil. Não fui a mais bela, nem tampouco a mais gentil. Tentei o melhor que pude, estudei por amor muitas vezes. Livros, objetos de desejo.

Depois um tempo me despreparo.

Minha leituras diminuíram quando lá na frente olhei para os lados e não vi ninguém.

Tentei me aproximar, me apaixonei.

Foram tantas as batalhas…

Sonhei em ser amada e descobri que o amor masculino muitas vezes se traduz em uma forma de adestrar pensamentos e formas de viver.

Antes eu não sabia o que queria.

Agora só quero paz.

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