Orgulho e Preconceito

(ou quando a sertralina é ineficaz)

Não li o livro de Jane Austen, somente conheço o filme.

Orgulho e Preconceito é, desde a primeira vez que vi, um dos meus favoritos!

E com certeza é uma das minhas influências para desenvolver o meu ideal de amor romântico…

Fico pensando se é a superação dos problemas de comunicação entre os enamorados o que me chama atenção em algumas histórias…

Eu não entendo como o sr. Darcy pode parecer tão distante e rude logo do início, mas Lizzie envolta nas suas próprias dificuldades conseguiu ser elegante e perspicaz em seus posicionamentos em seu favor. Apesar do menosprezo de todos em relação a ela. Eu gostaria de saber contornar situações assim…

Esse filme tem cenas que me chamam muita atenção, como elas acontecem como no baile, as microexpressões de Darcy, o momento pesaroso em que Lizzie se deu conta do quanto o amava, o sorriso emocionado da irmã ao aceitar o pedido de casamento… E a cena que sempre me faz chorar: a conversa entre Lizzie e o pai sobre Darcy e como ele se emociona ao conceder sua benção.

Este filme influenciou perigosamente a minha imagem do amor romântico a ponto de não conseguir encaixá-lo adequadamente a minha vida.

Sinto como se eu soubesse o sentimento que precisa nascer em mim quando estiver diante do homem da minha vida, mas ao mesmo tempo, diante de tantos medos e traumas, eu não consigo acreditar que conseguirei perceber isso de imediato.

Será possível saber à primeira vista que alguém pode sim entrar na minha vida e construir comigo uma família? Eu não acredito nisso, sinto que preciso conhecer. Mas para conhecer preciso me tornar conhecida… O que acho um desafio!

Tenho achado que é tudo muito complexo e me desfiz de muitas regras.

Só consigo pensar que: não estou disposta a oferecer minha companhia quando eu não estiver certa de que é isso que eu quero, preciso me sentir respeitada, valorizada, compreendida e confortável. Também gostaria muito que meus filhos tivessem a chance de herdar os genes dos olhos azuis da minha avó.

Analisando bem, isso é tudo.

Falo brincando, mas acredito que aquele que me motivará deixar os cabelos compridos novamente não é brasileiro.

É estranho pensar que essa pessoa já existe, vive nesse mundo e ainda não nos encontramos.

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