Flow

Aquela menina do trem, a que tinha medo do vão da plataforma, a que não oferecia a mão por medo do desconhecido.

Essa menina continuou caminhando pelo mundo.

Enquanto se tornava mulher por avião, carro, barco ou balsa.

Foram muitos perfumes, muitos abraços, muitas ilusões e, por fim, muitas verdades.

Algumas pessoas tentaram se manter presas a ela e em alguns casos tinha chegado a pensar que as correntes eram suas…

Conseguiu perceber a tempo: muitos não estava preparados, nem nunca estarão, para sua alma livre.

Quanto mais apertava, mais ela escapava.

Insistências doentias de quem insiste em bater com a cara na parede até sangrar.

Foram cenas bizarras que ela nunca gostou de ver.

Alguns fingem para o mundo ao redor um amor próprio que não se sustenta diante de um não.

Alguns “nãos” são à prova de bala.

A vida flui em suas infinitas possibilidades.

Fechar portas abre portas.

A vida é fim e recomeço.

Meu conselho é: guardemos nosso conselhos para si.

Só os exemplos ensinam.

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