Douglas, eu não te amo

Mas já quis.

Acho que a maior besteira é a gente fazer pequenos rituais pra coisas que não dependem da gente.
Tipo isso de ano novo, casamento, arranjar alguém… bullshit.

Teve um momento que gritei seu nome pro mar.
Eu joguei uma intenção ali.
Faz tempo isso, já.

A partir daquele momento seu nome ecoou por todos os continentes.
E, de fato, isso realmente aconteceu.

Temos poderes desconhecidos até de nós mesmos.

Já desejei muito te encontrar.
Obviamente não apenas te encontrar, mas encontrar, de corpo e alma.
Talvez isso tenha ecoado internamente por todos os meus continentes.

Acontece que passou muito tempo.

E, hoje, no Brasil, a única esperança é você.
A pior parte é que você já mostrou que não é.

Só posso acreditar, então, que o destino reserva algo ainda maior.
Porque você é grande.

Mas é feinho… ❤

Já quis tanto!

Aí nessas horas só penso, que feinho mais bonito!
É um negócio de resolver comigo mesma, mesmo.

Eu sei.

Uma coisa eu aprendi nessa vida, já achei que estava interessada mas era só inspiração.

No meu caso, sendo honesta, eu te admiro muito pelo seu talento e pela sua forma simples de parecer.

Pena, que no momento, essas características sejam muito mais valorizadas entre os homens.

É só ver em qualquer página de pseudocelebridades por aí, a mulherada toda tem aquela cara de bem acabada: cabelin feito, maquiagem, uma grande preocupação com a exibição do corpo… esses atributos físicos…
Você mesmo, Douglas, só se encanta por mulheres assim. Acho que nunca te vi com uma “igual”.
Mas deve ser porque tendemos a achar que essas sejam as equivalências agora.
Um homem interessante e uma mulher bem acabada.

Eu sou mais pra mulher interessante que só atrai uns mal acabados mesmo.
Desculpa, pessoal. Tenho muito admiração por alguns… mas é que, no todo, os olhares são tão limitados.
Até o seu é, Dôgras, imagina o dozôto!

Ai, que praga!
Porque eu fui querer te amar…

Fico na vontade latente e a oportunidade nunca chega.

Preciso me aprimorar.
O que me importa verdadeiramente é ser eu.
Ser eu da maneira mais gostosa!
(Sem duplo sentido, mas tô tentando incluir essa característica também.)

Pode acreditar que é uma preocupação presente em não amar só por admiração, nem achar que amo por querer me tornar parecida.

Tô sempre uns passos atrás em certos aspectos, mas nesse caso eu sinto que é como o tempo.
O seu eu nunca vou alcançar, envelhecemos paralelamente em universos paralelos de dimensões muito diferentes.

Você por aí, em toda parte.
Eu em toda parte, só que aqui.

Podia ter uma forma de reaver sua atenção…

O que será que te fez olhar pra mim um dia?

Estou presa nessa questão.

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