Tenho em mim todos os sonhos do mundo

Você já chegou com esse emblemático peito aberto para as possibilidades.
Foi desde o início, possível.

Estou confusa sobre o que eu sentia e o que estou sentindo agora porque são coisas boas, mas diferentes.

Recebi muitos incentivos ultimamente para escrever e eu sei que é pelo cansaço que me dá pensar em fazer mais alguma coisa nesse momento em que tudo tá acontecendo agora ao mesmo tempo dentro e fora da minha cabeça.

Como que faz pra enfileirar pernilongos frenéticos e esvoaçantes que formam nuvens na beira…

Espera, lembrei aqui do momento em que perguntei se minha mãe já tinha visto você sem máscara e você a abaixou de pronto, super espontâneo e deu um puta sorriso lindo.
É incrível como meu olhar fissura numas belezas… agora mesmo enquanto escrevo observo seu cabelo… essa mescla de alguns cabelos brancos.

Me dá uma paz gostar de você!

Mas nesse momento tenho diversos conflitos internos causados pela ansiedade dos últimos acontecimentos que me atrapalham de viver tudo isso direito.
Apenas respeitar os fluxos, respirar e deixar fluir.

Respeitar… respeitar-me.

Voltando ao que eu dizia sobre como eu te via antes, eu já falei: só chegaram coisas boas de você antes de você mesmo chegar. E isso me deixou cautelosa. Haviam pessoas que eu não confiava e que traziam essas notícias. Havia uma questão ao seu redor… será que ele é como eles?

Eu me permiti me aproximar, segui, acompanhei e tentei tirar minhas próprias conclusões. Primeiro eu conheci seu olhar, as fotos que tirava mostrava que o que você via no mundo era belo e delicado. Eu, ferida por diversas vezes antes, me perguntei se era possível que, de verdade, algum homem poderia ter esse olhar.

Mas aí veio a poesia. Aqueles diversos vídeos…

Preciso fazer uma pausa aqui: eu me emocionei ao lembrar e ando percebendo que essas minhas emoções aparentemente incontroláveis são, sim, influenciadas pelas mudanças hormonais causadas pela minha TPM, mas está ficando cada vez mais claro que isso acontece mais frequente quando um sentimento se agiganta ou quando sentimentos contraditórios se confrontam. Basicamente isso.

Voltando. Os vídeos… eu também me perguntei sobre a verdade deles.
Mas certos elementos se apresentam certeiros para além da consciência. Eu não consegui curtir ou comentar porque estava observando, talvez aguardando o aparecimento da sua contradição. E ela não chegava…

Você abriu caminho quando abriu aquelas caixas de diálogos musicais, pedindo sugestões e falando sobre elas. E começamos a conversar… as suas verdades e as minhas se comunicavam falando sobre coisas diferentes, dizendo a mesma coisa. Será que eram coisas diferentes ou será que eram a mesma coisa? Acho que só o tempo pode resolver essa questão. Mas eu sentia que de alguma forma você me entendia, mas de outra forma também não entendia. Foi quando você disse que estava por perto e eu fiz um convite com uma certeza muito simples: a gente precisava se conhecer na vida real.

Importante, muito importante destacar: até ali eu não tinha opinião sobre sua aparência, eu sabia que mesmo que você se apresentasse simpático a princípio, eu não queria uma aproximação. O contexto da pandemia me dava ainda mais argumentos.

Foi então que marcamos pro dia seguinte um encontro para conversar.
Houve timidez, mas houve conexão numa noite iluminada apenas pelas estrelas, pela lua e seu reflexo nas águas e pelo brilho no olhar.
Muito simbólico. Muito acolhedor.
A conversa fluiu sem nenhum movimento de aproximação além do que queriam as energias sutis existentes.

Foi maravilhoso me despedir e sentir o respeito envolvido.

Me ocorreu agora meu incômodo parecido com ciúmes enquanto escrevo e já dei uma cansada dessa possibilidade, quase desisti de continuar. Não. Não é ciúmes. São traumas, sentimentos estranhos e pensamentos confusos. Uma sensação de insegurança. Focar essas coisas me faz notar que tô cansada e com sono. E com um pouco de prisão de ventre, rs.

Enfim, o primeiro encontro aconteceu em um terça-feira.

O segundo, num domingo.
Com represa, com túmulo do barão, pinceladas sobre espiritualidade e muito sorrir.
Foram sorrisos mais bonitos, umas energias contidas ali que já davam pinta de querer extravasar.

Nos despedimos de energias carregadas pelo açaí e por aquela conversa no banco da praça, debaixo daquela árvore que parece um “dorme-dorme” gigante.

Mais uma vez, o respeito. Respeito nosso com a gente mesmo e um com o outro. Essas conversas propaganda da Panco.

Pera, acabei de ver que eu tava tentando definir tudo isso.
Enfim, nós acabamos definindo mesmo, né? E essa definição dias depois virou “eu também, vamo? vamo!, e umas cores em comum meios misturadas: amarelo, verde, azul, branco e preto”
Definir, porém é uma batalha cansativa, pensando bem agora, de uma coisa que tem infinitas possibilidades pela frente de ser ou estar…

Eu sinto uma abertura muito grande da gente em aprender um com o outro. Acho isso pra lá de lindo!
Agradeço, Universo!

Falando em lindo e em gratidão, nosso terceiro encontro também aconteceu num terça-feira, depois de uma conversa na segunda à noite que se correspondia tão bem. A gente conversava muito antes por escrito e já percebi que isso diminuiu quando nos aproximamos para poder conversar pessoalmente. Acabei de entender que isso foi o que me incomodou semana passada! Gente, não é que escrever ajuda mesmo? Incrível. Tá bom, tô me rendendo. Eu tô ouvindo meus mantras enquanto isso, o que ajuda também.

Hoje falei sobre a serenidade.
Fui sincera, esse é o meu objetivo emocional da vida.
A felicidade parece só um acessório quando penso na serenidade.
A serenidade é possível e eu já a vivi, às vezes escapo do caminho, mas tenho em mim as infinitas possibilidades do caminho para chegar até ela novamente.

Nossa, hoje não foi um dia fácil pra controlar esses sentimentos e pensamentos desconexos! Mas estou ficando satisfeita de estar terminando ele com essa situação mais amena. Com gratidão a espiritualidade envolvida. Os guias, mestres, avós, aos meus pais… todos que participaram da existência desse agora, além dos médicos que cuidaram da minha saúde física e mental e também às psicólogas, tão assertivas! Tenho muitos motivos bonitos pra acalmar e confiar.

Voltando ao terceiro encontro, ele todo aconteceu depois que as nossas intenções já tinham ficado claras no dia anterior. Na segunda vez que a gente se viu, diante de observar você sorrindo, já tinha me despertado. Foi, então, no final desse terceiro rolê que nos beijamos. No carro, em frente ao condomínio. Na hora e no local que a ansiedade permitia, no auge do meu período fértil. Foi ótimo ter acabado ali. Conter, respeitar, esperar, dar tempo ao tempo.

Falando em tempo, com receio da pandemia eu pensei que fosse melhor continuar esperando pra gente se encontrar de novo… mas não deu.

Foi aí que a vida me lembrou de um compromisso que terei que cumprir antes. E vários outros antes dele. E a resposta da ida pros EUA chegou mais rápido do que eu esperava.

O quarto encontro aconteceu no Studio, encarei suas sobrancelhas de perto, passou por nossos olhares de intenção (claros sobre o mirante) e terminou no quarto. No seu. Comigo toda sem jeito… E foi ruim a princípio porque minha cabeça seguiu um caminho automático e acabou dando de cara com um muro. Você foi tão paciente! Conversamos a respeito e o caminho se abriu. Fluídos. Fiquei o fim de semana.

Ou seja, não consegui dar conta do tempo que achei que era importante dar.
No fim, parei de atender por uns dias por devido a fase vermelha.

Muitos foram os motivos pra minha rotina de equilíbrio dar uma escorregada.
Certeza que agora, falando disso uma semana depois, você conseguiu notar alguma mudança.
No entanto, isso vai passar.

(5º  encontro) Na próxima terça você me chamou pra dar uma volta e acabei na sua casa, de novo. Amanheci dando de cara com manteiga no pão. Sabe Deus há quanto tempo alguém tinha feito isso pra mim pela última vez, rs. Fiquei de cara.

Minha TPM deu as caras a partir daí com mais intensidade… um cansaço.

Foi nesse mesmo dia à tarde que te vi na rua, ao acaso, pela primeira vez, quando percebi que tinha errado o caminho e refazia por ter lembrado de outro lugar que precisava ir. (6º encontro) Foi uma cena engraçada. A princípio foi engraçado, eu tinha pensado num dia antes como seria te encontrar aleatoriamente pela cidade, como acontece comumente com tantas pessoas por aqui.
Depois de engraçado eu percebi que travei e minha primeira reação era passar reto e cumprimentar de longe, sem saber direito o que fazer. Nossa, isso depois incomodou.

É bem certo que eu levo tempo pra entender uns sentimentos. Mas olha, acho que muita gente é assim… e ainda deve ter muita gente que se engana achando que entendeu o que sentiu. Aí eu prefiro a dúvida. É mais saudável o processo de encontrar respostas do que ter uma resposta automática. E por uns dois dias me apeguei nesse pensamento.

Vai ser muito bom o reencontro da minha disciplina diante da tua presença.

Eu me abri contigo por mensagem num momento que o incômodo tava chegando com força e nem devia. Foi simples a solução: você me propôs aproximação! Acolheu, chamou pra conversar pessoalmente… nosso sétimo encontro, o número da sorte. E conheci a casa da sua irmã, depois também conheci o seu trabalho artístico com fotografia

Meu Deus, esse é um homem de muitos acertos!

Amanheceu.

Acho que vou deixar de enumerar os encontros a partir de agora…

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